Política-1ºBimestre: [15\04\2021]
Dez dos 18 senadores da CPI da Pandemia receberam ao menos primeira dose contra Covid
Criada na última terça-feira (13), a CPI da Pandemia tem entre seus membros dez senadores que já receberam ao menos a primeira dose da vacina contra o coronavírus. Oito — dentre os quais três dos vacinados — declararam já ter sido contaminados pela doença.
Todos os que receberam a vacina preenchem os pré-requisitos de idade estabelecidos nos cronogramas de vacinação de suas respectivas cidades.
Ao todo, 18 senadores compõem a comissão parlamentar de inquérito, destinada a investigar ações e omissões do governo federal no combate à pandemia e irregularidades na aplicação de verbas federais em estados e municípios. Dos 18 integrantes, 11 são titulares e sete, suplentes.
Antes mesmo de a CPI ter sido instalada, se estabeleceu uma controvérsia em relação ao modo de funcionamento da comissão.
O autor do requerimento de criação da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), defende um funcionamento "semipresencial", a fim de reduzir a possibilidade de contaminação no ambiente da comissão.
O líder do governo, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), diz que uma CPI só pode funcionar se for presencialmente, e isso, segundo ele, exige que todos os integrantes da comissão, além de assessores e jornalistas, estejam vacinados.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), entende que CPI deve ser presencial, mas afirma que caberá ao presidente da comissão tomar uma decisão a respeito.
Vacinados
Os senadores da CPI que receberam ao menos a primeira dose da vacina são Tasso Jereissati (PSDB-CE), Humberto Costa (PT-PE), Jader Barbalho (MDB-PA), Zequinha Marinho (PSC-PA), Omar Aziz (PSD-AM), Eduardo Braga (MDB-AM), Ângelo Coronel (PSD-BA), Otto Alencar (PSD-BA), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Renan Calheiros (MDB-AL).
Desses, Eduardo Braga, Luis Carlos Heinze e Ângelo Coronel já foram infectados pelo coronavírus.
Além deles, outros cinco senadores integrantes da comissão informaram já ter contraído o vírus: Ciro Nogueira (Progressistas-PI), Jorginho Mello (PL-SC), Marcos do Val (Podemos-ES), Rogério Carvalho (PT-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).
Desde o início da pandemia, o Senado registrou as mortes de três parlamentares em decorrência da doença: Major Olímpio (PSL-SP), Arolde de Oliveira (PSD-RJ) e José Maranhão (MDB-PB).
*Funcionamento da CPI
O formato do funcionamento da CPI tem gerado debates no Senado. O presidente Rodrigo Pacheco (DEM-MG) descartou a possibilidade de adiar a instalação da CPI da Pandemia e afirmou que irá determinar sessão presencial para a eleição do presidente da comissão.
“Vou determinar que a eleição do presidente da comissão seja presencial e recomendar que o funcionamento também seja presencial. Mas caberá ao presidente da CPI determinar, num acordo de procedimento com os demais membros, o que pode ser presencial, o que pode ser semipresencial”, afirmou Pacheco.
O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), porém, quer evitar que os senadores tenham de comparecer à comissão.
Ele apresentou uma questão de ordem (pedido) para avaliação da segurança sanitária na CPI da Pandemia. Gomes considera que os trabalhos da CPI devem ser feitos presencialmente. Mas, para isso, entende que políticos e profissionais que vão trabalhar na comissão deveriam estar imunizados.
Na prática, se admitida, a questão de ordem apresentada por Gomes pode inviabilizar o funcionamento da CPI neste momento.
Fonte: G1
Comentário: É necessário que todos os membros da CPI estejam vacinados para tudo funcionar corretamente, do modo que todos estejam presencialmente no local da reunião, também é importante que todos os membros que já tiveram a doença tomem a segunda dose da vacina.
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