Educação- 2º Bimestre [22\06\2021]

 SOCIEDADE 

Campanha arrecada 1,6 mil aparelhos usados para estudantes de SP 


Não há estudante que, a essa altura da pandemia de Covid-19, já não tenha esbarrado em algum dos (muitos) desafios do ensino remoto. A lista vai de dificuldades de adaptação à nova rotina até falta de infraestrutura para seguir com os estudos em casa. Mas um deles foi particularmente vivenciado pelos alunos da rede pública — e escancarou um velho problema social no país: a falta de acesso à internet. 

Dados de um levantamento feito em 2020 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelam que 5,8 milhões de estudantes de instituições públicas no Brasil, da pré-escola até a pós-graduação, não têm banda larga ou 3G/4G. 

Antes da pandemia, só no estado de São Paulo, apenas 60% dos 3,6 milhões de estudantes da rede estadual tinham notebooks e 30% possuíam tablets, de acordo com o questionário socioeconômico do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP) de 2019. Foi pensando em aumentar esse número que, em junho de 2020, uma startup especializada na comercialização de aparelhos usados e seminovos, a Trocafone, juntou-se a uma dezena de empresas para lançar um desafio aos moradores da maior metrópole do país: que doassem seus smartphones, tablets e notebooks usados aos alunos da rede pública de ensino do estado. 

Com o apoio do governo do estado, a campanha “Abre a gaveta, doe” exigia que os aparelhos doados tivessem até sete anos de uso, que ligassem normalmente e apresentassem conexão wi-fi e 3G funcionando. No caso dos notebooks, também era preciso que o equipamento tivesse pelo menos uma porta USB funcionando, HD com capacidade mínima de 256GB e memória RAM mínima de 4G. 

De acordo com o site do projeto, as doações seriam feitas a partir de um critério desenvolvido em conjunto com a Secretaria de Educação do estado, baseado no Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IVPS) — que estima as condições de vida dos municípios a partir da identificação das áreas que abrigam os segmentos da população mais vulneráveis à pobreza. A iniciativa também considerou as mais de 137 famílias cadastradas no Programa Merenda em Casa, que têm filhos devidamente matriculados em cerca de 637 escolas estaduais. 

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Comentário: Muito boa a ideia da campanha, para melhorar os estudos das crianças hoje em dia, também muito bom da parte das pessoas que doaram os aparelhos. 

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